Por que ocorre aumento na conta de energia?

Por que ocorre aumento na conta de energia?

O aumento na conta de energia dos mineiros pode ser maior em 2018. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o reajuste proposto para este ano é de 25,87% nas tarifas da Cemig-D. As indústrias, que são consumidoras de alta tensão, terão aumento de 34,41%.

Residências e comércio em geral, sofrerão reajustes de 22,73%. Com certeza este percentual de aumento assusta. Mas você consegue entender como são calculados os aumentos na tarifa de energia elétrica? Estamos aqui para te responder.

Principais motivos para o aumento na conta de energia

A tarifa de energia elétrica tem como objetivo garantir que os prestadores de serviço possuam receita suficiente para cobrir custos operacionais e garantir um atendimento de qualidade.

A cada quatro anos é realizada uma revisão tarifária, na qual são avaliados os custos operacionais e a remuneração dos investimentos. Com essa análise feita, o prestador de serviço tem capacidade de definir o aumento na conta de energia do consumidor final.

E a responsável por definir os custos que regulam o aumento na conta de energia do consumidor é a ANEEL. Resumidamente, para que a distribuidora cumpra seu dever de fornecer energia elétrica são considerados três custos distintos: energia gerada + transporte até a unidade consumidora + encargos setoriais.

Segundo essa lógica o consumidor paga pela compra da energia, que é o custo do gerador, pela transmissão que é o custo da transmissora e pela distribuição, que é o serviço da distribuidora. Tudo isso somado aos encargos setoriais e tributos.

aumento-conta-de-energia

Como a tarifa de energia elétrica é calculada?

A partir de 2015 a metodologia do cálculo da revisão tarifária mudou, para tornar o processo mais eficaz e efetivo. A metodologia atual analisa dois componentes: a Parcela A e a Parcela B. Ambas impactam diretamente no aumento na conta de energia.

Parcela A

Esta parcela tem como base todos os custos atrelados à distribuidora para a geração e transmissão da energia, somados aos encargos setoriais que influem no aumento na conta de energia. Vamos entender cada um deles:

  • Custo de aquisição de energia: é calculado através da energia gerada que é necessária para atendimento do mercado subtraído pela tarifa média dos contratos de compra;
  • Custo com transporte de energia: que corresponde a todo o transporte feito, desde a unidade geradora até o sistema de distribuição; e
  • Encargos setoriais: que são os custos não gerenciáveis. Estes encargos têm o suporte das concessionárias de distribuição e são repassados para o consumidor com o objetivo de garantir o equilíbrio econômico-financeiro contratual.

Parcela B

Pensando no aumento na conta de energia, estes são os custos diretamente gerenciáveis pela distribuidora, já que estão diretamente atrelados às práticas gerenciais adotadas pelas empresas de distribuição.

Esta parcela é composta pelos custos operacionais, cota de depreciação, remuneração do investimento, subtraído das outras receitas. Vamos a cada um deles:

  • Custos operacionais: tudo aquilo que é associado à operação, manutenção, comercialização e administração;
  • Cota de depreciação: que corresponde a recomposição do capital investido e a remuneração dos investimentos. Voltado principalmente a rentabilidade do negócio de distribuição;
  • Remuneração do investimento: este custo varia de acordo com a rentabilidade adotada pelas empresas de distribuição. Ela representa o custo de oportunidade dos recursos que seja compatível ao risco das distribuidoras; e
  • Outras receitas: além das receitas da aplicação tarifária, existem outras fontes de receitas referentes a atividades relacionadas à concessão de serviços públicos. Como, por exemplo, as receitas inerentes aos serviços e às atividades acessórias próprias e complementares.

Pode parecer confusa a relação entre a Parcela A e a Parcela B na composição do aumento na conta de energia. Mas veja no gráfico abaixo como elas impactam diretamente a tarifa de energia elétrica:

aumento-conta-de-energia

Note como a parcela A, que possui variação, tem grande impacto na tarifa de energia elétrica, influenciando diretamente no aumento na conta de energia. E como os tributos, como a variação ICMS e PIS/COFINS geram oscilações na conta

E ainda temos as bandeiras tarifárias

Aqui é mais simples: vermelho, amarelo e verde. Como um semáforo de trânsito. Este sistema sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica. Esse sistema foi criado a fim de garantir maior transparência e simplicidade para que o consumidor entenda o aumento na conta de energia.

Simplesmente, a bandeira verde significa que as condições são favoráveis na geração de energia, não gerando aumentos na tarifa de energia elétrica. Bandeira amarela representa condições menos favoráveis, fazendo com que a tarifa sofra um acréscimo de R$ 0,010 por kWh consumido.

A bandeira vermelha é divida em dois patamares. No patamar 1 a tarifa sofre um acréscimo de R$ 0,030/kWh. No patamar dois o acréscimo é de R$0,050/kWh consumido.

Conclusão

Diversos fatores influenciam no aumento na conta de energia. Desde a geração da energia, passando pela distribuição e chegando aos custos gerenciais das empresas distribuidoras.

Tudo isso associado às bandeiras tarifárias daquele momento. Por isso, quando estiver analisando a sua próxima conta de energia, você já será capaz de identificar os principais fatores de impacto do aumento da sua conta de energia.

Ficou curioso para saber mais como evitar o aumento na conta de energia? Acompanhe o nosso blog e saiba de todas as novidades!

 

SolarVolt Energia
SolarVolt Energia

Empresa especializada em Energia Solar


Deixe um comentário

SAIBA MAIS SOBRE
ENERGIA SOLAR

Receba nossos e-mails com conteúdo sobre energia solar.