Entrevista: “Matriz ecológica: uma opção política e ambiental”

Entrevista: “Matriz ecológica: uma opção política e ambiental”

A edição mais recente da Revista Manuelzão traz uma matéria de duas páginas com a SolarVolt. Com o título “Matriz ecológica: uma opção política e ambiental”, o artigo tem o repórter Renato Crispiano falando sobre como a “energia limpa evita desvio de rios e construção de hidrelétricas.”

O Projeto Manuelzão nasceu em 1997, nas mãos de alunos da Universidade Federal de Minas Gerais. Um dos princípios do grupo é “lutar por melhorias nas condições ambientais para promover qualidade de vida, rompendo com a prática predominantemente assistencialista.” Vale conhecer de perto (pra quem mora em Belo Horizonte) e de longe o trabalho do projeto, que, além de expedições, eventos, pesquisas e mobilizações, chega à 75ª de sua edição.

A Revista Manuelzão completa você encontra no link. Abaixo, separamos alguns pontos importantes do texto.

Fonte alternativa

A energia solar é a fonte que mais cresce no planeta. A Alemanha é um exemplo onde grande parte da população já se beneficia. “O Brasil tem um aproveitamento muito desproporcional ao seu potencial gerador”, afirma Gabriel Guimarães, engenheiro químico e sócio-diretor da SolarVolt, ao revelar que certamente o crescimento dessa fonte alternativa é uma tendência, pois a capacidade das usinas solares fotovoltaicas no mundo atingiu novo recorde em 2009, com 6,43 gigawatts instalados – um crescimento de 6% em relação ao ano anterior, o que gerou US$ 38 bilhões em receitas globais em 2009 e levantou mais de US$ 13,5 bilhões em aportes de capital, por investimento ou por empréstimos, 8% a mais que em 2008.

Modos de produção

Há basicamente dois modos de produção de energia solar: fotovoltaica e térmica. A solar térmica recebe o calor do sol através de coletores e esquenta água para banho e piscina. Já a fotovoltaica utiliza painéis que captam a energia do sol e transformam em energia elétrica. Ao longo do dia, a geração de energia abastece uma residência ou uma empresa e gera um excedente de energia que é injetado na rede da concessionária. “A quantidade de energia injetada é creditada para o usuário através de um medidor bidirecional que é instalado, em Minas Gerais, pela CEMIG. O sistema trabalha em paralelo com a rede da concessionária. Durante a noite, a energia injetada na rede que foi cedida gratuitamente à concessionária é consumida”, revela Guimarães ao esclarecer que o custo depende do consumo de energia do local, mas nas residências, os preços básicos para uma família chegam a cerca de 20 mil reais. “O retorno do investimento é em torno de 5 anos. Já o valor para as famílias que tem de 3 a 4 pessoas depende diretamente da quantidade de energia consumida pela residência e do percentual escolhido para redução da conta”, disse.

Economia na instalação

Já a economia com a instalação do sistema na conta de residências pode chegar a 98%. Nas indústrias, o tamanho do sistema está limitado à demanda contratada, chegando a cerca de 80%.

No caso dos impostos, isenções ou subsídios, Gabriel esclarece que o governo de Minas Gerais instituiu incentivos. Condições favoráveis à instalação de energia solar fotovoltaica no estado foram garantidas por meio de decreto que criou o Programa Mineiro de Energias Renováveis. A Lei 20.824 prevê desoneração do ICMS de equipamentos para geração desse tipo de energia. Já no preço  do equipamento, os impostos representam cerca de 40% do valor, se considerado impostos de importação e venda.

No âmbito municipal, existem iniciativas de algumas cidades. O IPTU Verde, por exemplo, concede desconto no imposto para o imóvel que tiver uma fonte de energia renovável. No caso de Belo Horizonte, a prefeitura ainda não contempla esse desconto para sistemas fotovoltaicos. Um exemplo de incentivo vem da prefeitura do Rio de Janeiro, que concede redução do ISS, redução do IPTU e menor taxa de ITBI (Imposto sobre a Transição de Bens Imóveis) para as obras concebidas dentro do conceito de construção sustentável.

“Um dos grandes entraves para alavancar o crescimento da fonte solar é a falta de alternativas de financiamento com juros subsidiados”

Como instalar a energia em casa

Para instalar a energia solar fotovoltaica, basta procurar uma empresa com experiência comprovada. Para o sistema fotovoltaico, é necessária uma cópia da conta de energia para um orçamento inicial. No caso de casas em construção, é solicitado o projeto arquitetônico e elétrico para estimativa do consumo de energia.

Minas atualmente é o estado com maior número de sistemas micro e mini-geradores do país. Atualmente, são mais de 400 projetos registrados na CEMIG instalados ou em processo de instalação. O estado é polo gerador em função de seu potencial solar, e sua região norte está entre as melhores do país em relação ao índice de irradiação solar. Cerca de R$ 750 milhões em investimentos estão previstos para construção de várias usinas na região de Pirapora. Esses empreendimentos viabilizarão a instalação de indústrias para fabricação de equipamentos de energia solar no estado.

Como fica a conta de luz?

A conta é reduzida com a implantação da energia solar e variará de acordo com a geração elétrica mensal do sistema. Caso o microgerador gere mais energia que o consumido pela residência no mês, o excedente será usado para abater do custo do consumo nos meses subsequentes.

O consumidor terá até 36 meses após a geração de sua energia para usar tais créditos. Expirado o prazo, perderá o direito sobre eles, os quais serão revertidos em prol da redução das tarifas de energia elétrica.

Por que há baixa adesão ao sistema?

O artigo “Energia solar: por que não deslancha”, afirma que a capacidade instalada no Brasil, levando em conta todos os tipos de usinas que produzem energia elétrica, é da ordem de 132 gigawatts. Deste total, menos de 0,0008% é produzida com sistemas solares fotovoltaicos.

O dado contraditório ao potencial brasileiro traz uma reflexão sobre as causas que levam o Brasil a tão baixa utilização desta fonte energética tão abundante e com características únicas. O principal motivo desta baixa utilização seria uma questão de “vontade política”, ou seja, querer que essa fonte de energia tenha uma participação maior do que a estipulada em nossa matriz energética.

SolarVolt Energia
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