Equipamentos Importados X Equipamentos Nacionais nos Painéis Fotovoltaicos: O Que É Melhor Para A Energia Solar?

Equipamentos Importados X Equipamentos Nacionais nos Painéis Fotovoltaicos: O Que É Melhor Para A Energia Solar?

Desde o ano de 2020, uma discussão ganhou ainda mais força dentro do setor de energia solar no Brasil: o que é melhor, equipamentos importados ou equipamentos nacionais? Isso devido a uma decisão do governo federal, que zerou as tarifas para importação de mais de 100 itens essenciais ao setor até o fim do ano. 

O incentivo à importação dos equipamentos que vêm de outros países pode dificultar o fortalecimento de uma indústria nacional de itens essenciais para a expansão da energia solar? Qual é o cenário do setor atualmente e quais as perspectivas a partir de agora? 

Neste texto, vamos responder a essas perguntas e explicar, também, as vantagens e desvantagens dos fabricantes nacionais e importados dos painéis solares fotovoltaicos e quais as mudanças com a isenção dos impostos. Vamos cobrir os seguintes tópicos: 

  • Equipamentos importados x equipamentos nacionais: qual a diferença?
  • Isenção de impostos para equipamentos importados
  • Equipamentos nacionais x equipamentos importados: vantagens e desvantagens
  • Conheça os principais equipamentos para energia solar
  • Como escolher entre um equipamento nacional ou importado?

Continue a leitura do texto e confira!

Equipamentos importados x equipamentos nacionais: qual a diferença?

O setor de energia solar é um dos que mais cresce no Brasil e a capacidade instalada no país já superou a marca dos 8,5 GWp no início deste ano — o que corresponde a 1,6% do total de energia elétrica gerada no país. Parece pouco, mas esse é o ramo dentre as energias renováveis que mais cresce.

Isso não só pelo potencial de geração de energia solar no país — tanto por empresas como por pessoas em seus domicílios —, como pelos incentivos que têm tornado essa fonte de energia renovável bastante atraente. 

No primeiro semestre de 2020, mesmo em meio à crise instalada pela pandemia de covid-19, que derrubou a economia não só no país como no mundo todo, o crescimento foi de 45%, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica(Absolar). 

Mesmo com todo esse crescimento e o potencial de continuar se expandindo nos próximos anos, a indústria de equipamentos nacionais de energia solar ainda é incipiente. 

Hoje, a indústria nacional conta com uma parcela muito pequena do total de painéis solares instalados no Brasil — apenas três em cada 100. Dessa forma, a grande parte dos equipamentos é importada de outros países, principalmente da Ásia. Sozinha, a China é responsável por fornecer 60% dos painéis instalados em todo o mundo. 

Equipamento importado é melhor?

Via de regra, sim. Especialistas do setor de energia solar não costumam comparar os equipamentos fabricados no Brasil aos que são feitos em outros países, sobretudo nos países asiáticos, já que a indústria brasileira ainda é bastante incipiente. 

Mas uma característica importante, que deve ser levada em conta é que, no exterior, sobretudo na China, a cadeia de fabricação desses equipamentos é completa. Isso acontece, em grande parte, pelo fato de que o país é referência na produção de semicondutores. No Brasil, o desenvolvimento de toda essa cadeia é considerado inviável pelos especialistas. 

Além do preço dos equipamentos ser mais caro, seria preciso dar estímulos muito altos para um setor específico. Ouvido pela revista Exame, o representante da Risen, no Brasil, Fernando Castro, aponta ainda outro fator que coloca os equipamentos importados na frente dos nacionais: a inovação

“A potência dos painéis aumenta 20% ao ano. Vai precisar de muito investimento para a indústria nacional acompanhar”, afirma.

Isenção de impostos para equipamentos importados

Em julho de 2020, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério da Economia, determinou a isenção de impostos de importação para 109 itens relacionados à indústria da energia solar. 

No mês seguinte, foram mais dezenas de itens incluídos na lista de “ex-tarifários”, ou seja, cuja isenção tarifária tem prazo definido. Conforme as regras, esse benefício se encerra em 31 de dezembro de 2021. 

A medida auxilia a importação de equipamentos, principalmente para empreendimentos solares de grande porte no Brasil, como as usinas solares, e tem como objetivo compensar, em parte, a desvalorização do real frente ao dólar nos últimos anos. 

Com isso, módulos solares, por exemplo, que tinham uma incidência de 12% de tributos, ou os inversores, com taxa de 14%, em média, passaram a se tornar mais acessíveis para que as empresas pudessem comprar no exterior e trazer diretamente ao Brasil.  

Dentre os os mais de 100 equipamentos que foram colocados na lista de “ex-tarifários” estão: inversores, componentes do tipo “tracker”, painéis solares, módulos fotovoltaicos e outros acessórios. Além disso, diversos tipos de módulos solares também fazem parte da lista.

Equipamentos nacionais x equipamentos importados: vantagens e desvantagens

Em um primeiro momento, a medida fiscal do governo ajuda, principalmente, empreendimentos de geração centralizada, ou seja, de maior porte. Por isso, não deve mudar muito a situação dos pequenos empreendimentos, principalmente nos casos de consumidores que desejam implementar a energia solar em suas casas, comércios ou pequenas empresas. 

De acordo com a consultora especializada no setor solar, Barbara Rubim, da Bright Strategies, ouvida pela Exame, a maior parte dos equipamentos isentos de tributação são usados, justamente, nesses grandes empreendimentos. 

Portanto, a fatia da indústria nacional voltada para este mercado está sendo impactada pela medida, já que será mais atrativo importar equipamentos com tecnologia mais moderna de outros países, com uma indústria mais estabelecida e competitiva, que do Brasil. 

No entanto, a indústria nacional que vende equipamentos para abastecer o mercado de pequenos empreendimentos, como o de módulos ou painéis fotovoltaicos para casas, empresas ou empreendimentos, não é tão afetada. 

“No caso dos pequenos sistemas de geração solar distribuída em residências, comércios e indústrias, o impacto da medida para a indústria nacional será menor, já que tais conexões utilizam, em boa parte, outros tipos de equipamentos”, afirmou Bárbara na matéria citada.

Já a Absolar classifica a medida do governo federal como um “desafio adicional” aos fabricantes de equipamentos nacionais, embora os custos possam ser diminuídos para o consumidor final. 

Conheça os principais equipamentos para energia solar

Módulos fotovoltaicos

Os módulos fotovoltaicos são os equipamentos responsáveis por transformar energia solar em energia elétrica. Essa ação é feita de forma limpa, ou seja, não gera resíduos, já que é fruto de uma transformação física. 

Existem diferentes modelos de módulos fotovoltaicos e cada um deles tem uma eficiência específica, que pode ser de até cerca de 20%. 

Conheça os tipos de módulos fotovoltaicos

  • Monocristalinos: levam células monocristalinas de silício e, por isso, têm maior eficiência;
  • Policristalinos: os módulos são formados por cristais diversos e, via de regra, têm eficiência menor que os monocristalinos. 
  • Filme fino: são mais flexíveis, mas menos eficientes, e são instalados diretamente sobre a superfície do painel.

Inversor de frequência

O inversor solar é um equipamento eletrônico responsável pela conversão da corrente elétrica contínua em corrente alternada. Ou seja, funciona como uma espécie de adaptador de energia para todo o sistema de geração de energia solar, seja em uma casa, empresa ou usina solar. 

Em alguns modelos, é possível que o inversor solar conte com um transformador, o que garante maior otimização no processo de geração de energia.

Painéis solares

Os painéis solares são a parte mais visível do sistema de geração de energia solar e são responsáveis por captar a radiação do sol e transformá-la em energia. Cada painel contém um determinado número de células fotovoltaicas, geralmente de cor escura e feitas de silício. 

Essas células são formadas por camadas de materiais semicondutores que, ao absorver a radiação solar, liberam elétrons, que se movimentam pelo circuito do painel solar e criam eletricidade. 

painéis fotovoltaicos + modulo + cabos

Como escolher entre um equipamento nacional ou importado?

Antes de sair por aí querendo resolver de uma vez por todas sobre a instalação de um sistema de geração de energia solar na sua casa ou empresa, levando em conta equipamentos nacionais ou importados, é preciso contar com uma orientação. 

A SolarVolt é uma empresa estabelecida há cerca de uma década e é referência tanto na elaboração de projetos como na assistência ao consumidor. 

Você pode conhecer um pouco mais sobre a empresa no vídeo abaixo: 

Com o objetivo de mudar a cultura energética do país e incentivar o uso de uma fonte 100% limpa e renovável, a empresa conta com um portfólio de mais de 1.500 projetos homologados, em diferentes formatos, como: condomínios, fazendas, indústrias, empreendimentos da área da saúde, bares e restaurantes, entre outros. 

Por isso, antes de fazer a instalação, é preciso ter, em mãos, um projeto que vá de encontro às suas necessidades, para que o produto, além de bem instalado, cumpra o seu propósito, seja na economia com a conta de energia, seja na busca por uma fonte limpa, que não agride o meio ambiente. 

Em nossa equipe, reunimos profissionais qualificados que têm conhecimentos técnicos, mas também estão sempre atualizados sobre as regulamentações da área no país. 

Peça o seu orçamento e leve o futuro da energia para a sua casa ou o seu empreendimento agora mesmo!

Revisado por:

SolarVolt Energia
SolarVolt Energia

Empresa especializada em Energia Solar


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