Por que investir em energia solar em 2018?

Por que investir em energia solar em 2018?

Inicialmente tida como algo “extravagante”, atualmente a energia solar fotovoltaica no Brasil já ultrapassou 1 gigawatt de capacidade instalada nesse tipo de projeto. Apesar das crises e da falta de um planejamento estratégico em nível nacional, o setor está avançando a passos largos na direção da substituição da matriz energética brasileira, dominada pelas usinas hidrelétricas. Veja no post a seguir por que investir em energia solar em 2018 é um excelente negócio.

Isenção de ICMS e redução na conta de energia

A Aneel criou um sistema de compensação de energia elétrica em 2012, e segundo ele os consumidores que geram sua energia através de sistemas próprios injetam sua energia na rede da distribuidora. Dessa forma, o consumidor recebe essa diferença em créditos de energia, que são utilizados para abater o valor correspondente na sua conta de energia.

Porém, essa energia devolvida sofria com a cobrança do ICMS, um imposto que pode chegar e até ultrapassar 25% do valor dessa energia. Existe um convênio possível, o CONFAZ, cujos estados participantes praticam a isenção da cobrança do ICMS sobre a energia gerada. O PIS e o COFINS já são isentos em todo o território nacional.

Até o momento, 24 estados contam com isenção do ICMS para sistemas de geração distribuída. Isso significa que o consumidor não irá pagar tributos ao usar, depois, a energia que oferecer para a distribuidora. Ou seja, quando você precisar usar os seus créditos de energia, não precisará pagar impostos por ele.

Além disso, as tarifas de energia aumentaram assustadoramente nos últimos anos, em especial em função da adoção do sistema de cobranças por bandeira tarifária e do reajuste ser feito sempre acima da inflação. Porém, esse encarecimento súbito só tornou mais urgente a criação de soluções energéticas no Brasil.

Isto porque a conta de energia é um centro de custo no bolso das famílias brasileiras, tendo enorme peso no orçamento. Por outro lado, o custo de instalação dos sistemas fotovoltaicos diminuiu significativamente. Nesse sentido, investir em energia solar tem se tornado cada vez mais acessível.

Além do ICMS sobre a energia, alguns estados também isentam os equipamentos de geração de energia solar de ICMS e IPI. Ainda, cidades como o município de Betim (MG) oferecem descontos no IPTU para unidades que produzem parte ou totalmente a sua energia elétrica. Por fim, há iniciativas como o IPTU Verde em discussão em várias partes do Brasil.

Investir em energia solar é tendência nacional e mundial

O Brasil deve figurar, em 2018, entre os 20 países com maior geração de eletricidade por usinas fotovoltaicas. Em nível internacional, isso significa que o país responderá por aproximadamente 11% da oferta mundial, conforme a Agência Internacional de Energia (IEA).

Além dos compromissos ambientais assumidos no Acordo de Paris, recentemente o país ingressou na Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA). Isso significa que o Brasil será melhor preparado para estruturar políticas públicas para fomentar o crescimento da fonte solar dentro da matriz energética do país, l, além da possibilidade de parcerias com os grupos técnicos do IRENA para a expansão da presença de usinas de energia solar nas diversas regiões da nação. Com incentivo de políticas públicas e assessoria técnica de qualidade, o investimento em energia solar está sendo cada vez mais difundido, consolidando a tendência mundial pela adoção de energias renováveis e limpas.

Financiar energia solar está ficando mais fácil

Com o aumento da demanda, a oferta também cresce e os preços dos equipamentos para a montagem dos sistemas fotovoltaicos vêm caindo progressivamente. Em paralelo, o mercado se torna cada vez mais competitivo, em parte pelos incentivos públicos dedicados ao setor. Assim, se torna cada vez mais fácil investir em energia solar, pois existem muitas empresas especializadas oferecendo o serviço.

Em comparação com os últimos dois anos, o custo de instalação reduziu em 50%, mesmo sem incentivos em larga escala. Em termos práticos, isso indica que investir em energia solar é um bom negócio com ou sem incentivo!

Investimentos, desenvolvimento socioeconômico e inovação

Se por um lado a crise traz um panorama de incertezas e dificuldades, por outro é um prato cheio para inovações e mudanças de paradigma. Em termos de desenvolvimento socioeconômico e investimentos milionários, regiões tradicionalmente pouco desenvolvidas estão passando por processos de redescobertas de seus potenciais.

Exemplo disso é o Norte de Minas, no sertão. Esse local entrou para a história brasileira sintetizada na figura do Jeca Tatu de Monteiro Lobato como exemplo da pobreza no Brasil. Na época, não eram difundidas as tecnologias solares fotovoltaicas, e o local antes estigmatizado hoje é palco de investimentos milionários.

Um deles é iniciativa da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Será a primeira usina híbrida do país, onde placas fotovoltaicas serão instaladas sobre a lâmina d’água da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) já instalada no município de Grão Mogol. A construção será feita por um convênio entre a Cemig e o Movimento dos Atingidos por Barragens (Mab) e conta com um investimento de R$ 24,4 milhões.

O outro empreendimento é em Pirapora, também no sertão de Minas Gerais. Gerenciado pela francesa Energies Nouvelles e pela canadense Canadian Solar, a Pirapora II será a maior usina de energia solar da América Latina, quando entrar em atividade. O projeto tendo sido financiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no valor de R$ 529 milhões.

De acordo com o Atlas Solarimétrico de Minas Gerais criado pela Cemig, o Norte de Minas é a região com melhor potencial para geração de eletricidade a partir da energia solar do estado.

O maior parque solar em operação hoje na América Latina fica em Ribeira do Piauí, município do sertão piauiense. A italiana Enel Greenpower gerencia a planta, que foi construída com recursos do Banco do Nordeste, cujo investimento foi da ordem de US$ 80 milhões.

Como podemos notar os dois maiores projetos de geração de energia elétrica a partir do sol no Brasil estão situados em regiões que antes eram um problema social. Hoje, fazem parte da solução para a crise energética, recebendo milhões em investimentos e evidenciando mudanças de paradigma no país.

Portanto, o Brasil está com um cenário mercadológico muito favorável para investir em energia solar em 2018. Além da versatilidade, o barateamento dos equipamentos e redução do custo de instalação e estimulado o crescimento desse mercado. Mesmo que as tarifas não tivessem crescido enormemente nos últimos anos, ainda assim investir em energia solar valeria a pena, em especial considerando que o gasto com eletricidade é um custo permanente e relevante para as famílias e empresas brasileiras.

Quer conhecer mais sobre como investir em energia solar no Brasil? Fale com a SolarVolt!

Natália Müller
Natália Müller

Analista de Marketing

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