Saiba mais sobre o avanço da implementação de energia solar no Brasil

Saiba mais sobre o avanço da implementação de energia solar no Brasil

Com inúmeras vantagens para o desenvolvimento da ciência e da pesquisa no país, além de um salto na melhoria da gestão sustentável de nossa matriz energética, os investimentos em energia solar vêm crescendo cada vez mais no Brasil. Você sabia que, no mundo todo, o uso da energia solar aumenta 30% por ano? E olha que o país que mais produz energia solar no mundo, a Alemanha, não chega nem perto de ser beneficiada com a quantidade de sol que o Brasil recebe! Está aí um exemplo a ser seguido.
Mesmo assim, o setor enfrenta o lobby de grandes empreiteiras e a falta de apoio governamental, realidade que começou a mudar a partir de algumas alterações pequenas, mas significativas. A aprovação da resolução normativa 482, que regulamenta a instalação de microgeradoras de energia solar, por exemplo, já foi um importante avanço. Outra iniciativa que ajuda a impulsionar a mudança na matriz energética brasileira foi o leilão realizado no final de 2014, que resultou na aprovação de 31 projetos de novas usinas de energia solar no Brasil. Parece que a evolução chegou por aqui, não concorda?
Quer saber um pouco mais sobre as vantagens e o avanço da energia solar em nosso país? Então confira agora mesmo nosso artigo:

Renovável e infinita

Já pensou que, diferentemente de outras fontes de energia tradicionais — como o petróleo e o carvão, por exemplo —, a energia solar é infinita? Nesse cenário, enquanto existir o brilho do sol sobre nossas cabeças será possível transformar essa energia em forma de calor no necessário para usarmos equipamentos elétricos.

Sustentabilidade mil

Além de ser renovável e praticamente infinita, a energia solar não gera nenhum tipo de rejeito. Assim, não há descarte de materiais, muito menos geração de poluição sonora, poluição do ar, supressão vegetal ou problemas com destinação de resíduos. Os próprios painéis fotovoltaicos, que duram décadas e mais décadas, possuem uma destinação já planejada.

Nada de local remoto

Em qualquer região alcançada pelo sol é possível se instalar uma microgeradora de energia solar. Além disso, como, geralmente, sua produção tem sido utilizada em locais próximos à área da geração, os problemas logísticos também são minimizados. A instalação e a manutenção facilitadas ainda simplificam mais o processo.

Resolução Normativa 482

A partir da aprovação dessa regulamentação da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), foi instaurado no país a possibilidade do sistema de troca de energia, por meio do qual é possível gerar um benefício coletivo a partir da instalação de microgeradoras de energia elétrica.
Funciona assim: aqueles usuários dos serviços de fornecedoras de energia elétrica podem firmar um acordo para trocar energia fornecida por energia gasta. Assim, ao se instalar um gerador de energia elétrica em casa, o excesso de energia produzida é enviado à distribuidora. Ao anoitecer, na falta de luz para a produção de mais energia, o crédito do excedente enviado durante o dia é descontado na conta dos gastos durante a noite.
Por exemplo: uma família tem um microgerador que consegue produzir 10kWh por dia. Enquanto ainda há sol, a família gasta apenas 2 kWh. Então, 8 kWh são enviados para a rede elétrica da distribuidora. Quando cai a noite, essa família não produz nenhuma energia, mas ainda tem 8 kWh de crédito para gastar. É possível até reduzir os gastos com a conta de luz para um valor mínimo, o custo de disponibilidade. Parece bom, não concorda?
Mas atenção: antes da instalação, aqueles que desejam fazer a troca de energia precisam apresentar um projeto detalhado às respectivas distribuidoras. Esse projeto passa por uma avaliação e, caso seja aprovado, pode ser colocado em prática.

Investimento e retorno

Apesar de ser preciso fazer um investimento inicial relativamente alto — estima-se que uma estação de geração de energia capaz de suprir a média nacional de 250KWh por mês exija cerca de 19 mil reais —, é preciso que se leve em consideração que o retorno é garantido, uma vez que a economia com a conta de luz é considerável. Dessa forma, em apenas alguns anos, a pequena estação consegue pagar seus próprios custos.

Indústria solar

Além dos investimentos em microgeradoras residenciais, a troca de energia permite a proliferação de iniciativas do setor industrial e comercial em energias mais limpas. As recentes crises de abastecimento hídrico e o sinal de alerta em relação ao fornecimento de energia elétrica tem estimulado os investidores de setores produtivos a buscarem alternativas mais sustentáveis e autônomas para a manutenção dos índices de produção. Aí entram as indústrias solares.

Preço no atacado

O principal desafio da popularização dos sistemas de energia solar é seu preço, considerado elevado para a média da população. Esses custos têm origem não só na necessidade de importação das placas fotovoltaicas ou de seus componentes, mas também em sua instalação, que, embora seja rápida, precisa ser feita por uma equipe devidamente treinada.
Para enfrentar esses empecilhos, algumas empresas lutam para diminuir os custos e apresentar soluções mais acessíveis. Porém, para essa revolução se tornar viável, é preciso aumentar o alcance da tecnologia, implementando-a em larga escala, sobretudo para diminuir os custos com mão de obra. Por isso, parcerias com empreendimentos imobiliários de peso — como o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, que já usa o sistema de aquecimento solar, e grandes condomínios fechados — são as principais portas de entrada das empresas do setor.

Perspectivas futuras

Com a instalação de novas 31 obras de energia elétrica solar pelo país afora, a expectativa do setor não poderia ser melhor. Espera-se que, em dez anos, o custo de instalação desse tipo de geradora caia pela metade, já que a demanda no mercado pelos equipamentos será maior, o que diminuirá o custo das peças, que ainda precisam ser importadas.
Ao todo, 400 projetos brasileiros concorreram no Leilão de Energia Reserva de 2014. 83% deles foram aprovados, totalizando, assim, 331 projetos. Inconformidades relacionadas a licenciamento ambiental e certificações técnicas foram os principais motivos alegados na reprovação de alguns dos 17% que ficaram para trás. Ao todo, espera-se um investimento da ordem de 4,1 bilhões de reais. Já dá para fazer alguma coisa, não acha?
São 7 os estados que receberão os projetos: São Paulo, Goiás, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Minas Gerais e Paraíba. O que mais terá mais instalações é a Bahia, com 14 projetos aprovados, seguida por São Paulo, com nove, e Minas Gerais, com três. Essa foi a primeira vez em que a energia elétrica foi sequer considerada nesse tipo de leilão. A expectativa é que isso também ajude a aumentar os investimentos necessários nessa fonte de energia.
Agora comente e divida conosco suas impressões a respeito desse cenário: acha que as perspectivas são mesmo promissoras? Qual parece ser o maior entrave à proliferação em massa dessa solução? Compartilhe suas opiniões aqui e participe da conversa!

SolarVolt Energia
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